sexta-feira, 11 de julho de 2014

Terapia da professora #2

[PS: Leia ouvindo "O caderno", de Toquinho. Mas não se esqueça dos lencinhos. ;) ]

"Recorde-se dos professores que influenciaram sua vida para o bem. O que fizeram? Como lhe proporcionaram o necessário? Siga-lhes o exemplo."

Minha primeira professora foi minha mãe, dona Maria Rosa. Ela foi a primeira a me mostrar o encanto das letras e dos textos. Lia por horas, incansável, meus livrinhos de histórias da Disney. Pegava na minha mão e me guiava [o que faz até hoje, inclusive] pela folha, me mostrando que eu também podia fazer magia e do lápis fazer brotarem palavras. Graças à Dona Maria, aos quatro anos, consegui enfim formar as primeiras palavras [escritas de trás pra frente, ao contrário; mas e não é a vida toda ao contrário?], e dei os primeiros passos na alfabetização.

Aos seis anos entrei para a escola. Fui obrigada a entrar direto na primeira série [por já ter iniciado a alfabetização e por ser muito maior que as demais crianças, por incrível que pareça!] e pulei o tal do prezinho... E lá, naquela escola nos cafundós do mundo, conheci a que seria a terceira mulher mais importante e inspiradora de minha tão curta vida.

Professora Regina tinha um sorriso tão grande, mas tão grande, que parecia que o mundo todo sorria junto com ela. Era amável, carinhosa e paciente. Quando eu tinha dificuldades [e eu as tinha aos montes, porque era míope e ainda não sabia... Era disléxica e também não sabia...], ela sorria e, com uma paciência que não era deste mundo!, me ajudava.

Sua presença sempre tão querida me ajudou a superar meus problemas. Lembro-me como se fosse hoje quando meu primeiro caderninho, tão charmosamente decorado por minha mãe, acabou. Nós não tínhamos condições de comprar outro. Pode parecer pouco, um caderno, mas eu não tinha sequer sapatos, a não ser um chinelinho verde; assim, um caderno era demais pra nossa família.

Naquele dia, em que eu escrevi na última linha, da última folha de meu caderno, eu me senti envergonhada por não ser como meus colegas e poder comprar outro caderno cheio de bonitas figuras. Professora Regina pegou folhas sulfites, dobrou-as delicadamente, fez uma capa bem bonita, me entregou e disse: Pronto! Agora você tem um caderno que ninguém mais tem, feito com muito carinho.

Já se passaram 25 anos desse episódio, e ainda hoje eu me lembro do quanto eu me sentia bem perto da minha "Professora Helena". Carrossel estreava exatamente naquele ano, e eu me sentia tão feliz de ter uma professora Helena só pra mim, que me ajudou a passar por um dos períodos mais tristes da minha vida...

Na sétima série, conheci Antônia, professora de Português e responsável por eu aprender as Orações Subordinadas, a desenhar, a pintar, a escrever poesia e a prestar vestibular para Letras. Os olhos dela sorriam seja quando declamava Vinícius ou quando conjugava verbos defectivos. Ela nos incentivava a ler, a escrever nossas próprias palavras, a termos nossas próprias ideias.

Professora Antônia foi meu Mr. Keating da vida real... E foi ali, assistindo a uma aula dela, que resolvi que meu objetivo de vida seria, um dia, poder inspirar alguém como ela me inspirava. Se hoje eu escrevo e leio tanto, em grande parte devo a esta mulher que, de tão apaixonada pelo que fazia, transmitiu seu amor pelas Letras para mim.

Se nos meus primeiros anos, minha grande influência foram as professoras, na adolescência foi a vez dos professores marcarem pra sempre meu jeito de ser...

Primeiro veio o Zé Carlos [com quem depois tive o prazer de trabalhar; ele como meu diretor], professor de História, que me abriu os olhos e os ouvidos pra Filosofia. Em suas aulas eu aprendi não só os fatos, mas a pensar e ter minha própria opinião sobre os fatos. Foi ele que me apresentou Thoreau, Schopenhauer, Bacon, Voltaire, Marx... Foi sua energia contagiante que me fez aprender a olhar o mundo de cima de minha carteira.

Lembro-me de que, naquela época, o governo atrasava muito o salário dos professores. Eles ficavam meses sem receber, além de receberem muito mal. Mas todos os dias víamos o Zé chegando na escola com sua bicicleta, com o mesmo sorriso e dando a mesma aula, com o mesmo entusiasmo, ainda que não tivesse um real na carteira. Com ele eu também aprendi que as condições ruins não justificam aulas ruins, e que não é o dinheiro que faz o professor.

Naquela mesma escola [na qual tive a alegria indizível de trabalhar anos mais tarde], conheci o Edson, meu professor de Física. Ele era engenheiro de formação, e odiava dar aula, o que era muito inconsistente com o que eu pensava sobre ele. Suas aulas, pra mim, competiam lado a lado com as de Literatura. Foi com ele que aprendi a abstrair, a pensar no Universo como algo em constante movimento, a fazer cálculos com objetivo, a entender, enfim!, a utilidade de tantas fórmulas...

E fora da sala ele me ensinou ainda mais... Tínhamos encontros mensais, nos quais ele me ensinava a matéria que estava fora do currículo, e ouvia minhas lamúrias de adolescente. Foi nesses encontros, na grama da universidade, que aprendi sobre Física Quântica, I ching, sobre mim mesma... Fico pensando no quanto ele se importava comigo a ponto de me doar seu tempo e seu conhecimento... Hoje ele trabalha no Banco, no qual entrou logo depois que eu saí da escola. Sempre que vou lá fico olhando de longe, e agradeço com os olhos e com o coração toda a influência que seus ensinamentos ainda exercem sobre mim...

Ao entrar na faculdade, ganhei uma musa, uma deusa maior, Dra. Maria Adélia, minha professora de Teoria Literária. Foi Madé que me ensinou que o mundo da Literatura era ainda muito, muito mais vasto que o mundo das sete faces de Drummond... Ela me apresentou Poe, Manoel de Barros, Sylvia Plath, Virginia Woolf... Ela me ensinou a enxergar além das tintas dos quadros nas aulas de História da Arte. Com ela aprendi a tirar as palavras do estado de dicionário, e a levar a chave sempre que abrisse um livro.

Hoje tenho o absoluto prazer de ainda ter contato com Madé, por mais breve que seja. Ver suas postagens, ler seus textos, falar com ela de quando em quando... Pra mim, é como se ela fosse Sócrates, Aristóteles ou qualquer uma daquelas figuras que, de tão sábias, parecem estar em um universo no qual não nos é permitido pisar...

Ainda na faculdade conheci minha professora de língua inglesa, Regina Célia. Ela era uma mistura de técnica, teoria, prática e doçura. Ensinava como quem contava uma história que, de tão divertida, ninguém queria que acabasse. Era a professora perfeita: organizada, dedicada, com boa didática e, o principal, amava o que fazia. Amava tanto que, mesmo depois de sua aposentadoria, continuou dando aula pra minha turma, até nos formarmos. Ela é meu grande exemplo de que é possível ser forte sem perder a doçura, de que é possível ser teórica e prática. Hoje tenho o prazer de ainda poder conviver com ela, uma vez que é mãe de amigos meus, e, de certa forma, acabou por me adotar como da família...

Minha última grande influência é a Dra. Marilda, minha orientadora do mestrado. Eu nunca serei capaz de expressar em palavras a gratidão pela presença tão importante de Marilda em minha vida. Além de me ajudar a ser uma pesquisadora, seu sorriso sempre me confortava quando eu tinha saudades de casa. Nossas conversas me faziam ver o quanto eu era ignorante, e isso era tão bom, porque eu ainda tinha muito que aprender. Discutíamos horrores, mas eram discussões cheias de risadas, porque o fato de ela vir das Artes e eu das Letras nos fazia andar por caminhos diferentes, e que, no fim das contas, convergiram.

Marilda era a luz em pessoa. Tinha marido [meu professor do mestrado, inclusive. Outra figura incrível!], muitos filhos, mãe pra cuidar, trabalho infinito... e vivia sorrindo e buscando uma nova perspectiva sobre a vida. Eu tinha a visão de Marilda como Mr. Keating sobre a mesa, sempre tentando encontrar outros olhares possíveis.

E essas são as figuras que cravaram o contorno de suas mãos na minha calçada do pensamento... É claro que os demais professores também foram importantes, mas foram esses, cada um a sua maneira, que moldaram quem eu sou, e, principalmente, a professora que eu sou...

Sempre que reflito sobre minha prática em sala [é faço isso com bastante regularidade], fico me lembrando de como eles faziam pra ser como eram. A cada dia, eu busco ser um pouco de cada um deles, na esperança de um dia ser tão importante pra alguém quanto eles foram pra mim.

Eles foram, e continuam sendo, minha grande inspiração. Minha mãe, Regina, Antônia, Zé Carlos, Edson, Madé, Regina, Marilda... Todos eles estão aqui, gravados em mim, me ensinando que é preciso amar o que se faz pra que se possa fazer o bem.

O ingrediente principal eu tenho, que é o amor pelo que faço, o resto... vou aprendendo com a lembrança dos meus grandes mestres. ;)

***************************************************

Esse post faz parte de uma tag intitulada "Terapia da professora", que será postada às sextas-feiras. As citações que iniciam os posts são retiradas do livro "Terapia do professor", de Karen Katafiasz (Editora Paulus). Para cada frase, eu irei escrever um texto [com minha interpretação ou com minhas histórias] que a ilustre.

Espero que possamos refletir juntos (professores ou não) sobre a docência e o ensino... E você é meu convidado para deixar suas reflexões nos comentários, viu! Beijo procê!


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Terapia da professora #1

"A maior das realizações é passar a vida fazendo o que importa. O ensino é importante."

Quando fui escolher minha profissão (num longínquo século XX), me vi cercada por um mar de possíveis escolhas. Havia as clássicas (Medicina, Direito, Administração), as que davam dinheiro (Engenharias), as moderninhas (Jornalismo e Publicidade) e as que causavam pena na maioria das pessoas (Licenciaturas).

Minha mãe queria que eu fizesse Medicina ("Quero minha filha realizando meu sonho!"). Meu pai, Administração ("Tem que fazer o que dá dinheiro!"). Meus parentes, Engenharia ("Você é nerd!"). Eu... Bom, eu queria mesmo era ser escritora/atriz/cantora, ter uma casa no campo e plantar meus sonhos...

Poucos dias antes da inscrição do vestibular, lembrei que, desde pequenina, as pessoas mais influentes em minha vida [depois de minha família] foram meus professores. Cada um a seu modo, me ensinaram não só sobre equações, sintaxe, briófitas e velocidades médias; eles me ensinaram sobre a vida. Aquelas pessoas, em frente ao quadro, me inspiraram e me guiaram, ainda que não soubessem exatamente o tamanho de sua influência sobre mim.

Ao marcar no quadradinho de Letras - Licenciatura, eu esperava poder um dia ser tão importante pra alguém como meus mestres foram pra mim. Afinal de contas, o ensino e a aprendizagem - estejam eles dentro da sala de aula ou não - são o que move o mundo.

Mesmo sofrendo preconceito por conta de minha escolha, e vendo o quão desvalorizados eram aqueles indivíduos que tinham a bondade de compartilhar comigo o saber que adquiriram ao longo dos anos, eu resolvi que faria parte daquele seleto grupo de pessoas que ficavam em pé sobre suas mesas, e tentavam fazer com que outros pensassem além do lugar-comum.

Sim, Mr. Keating foi um dos principais responsáveis por minha escolha. Sociedade dos poetas mortos talvez seja o filme que mais assisti nessa vida. No início, pra aprender com Mr. Keating e seus discípulos. Nos últimos anos, pra não deixar de acreditar no quanto minha profissão é importante.

É muito triste ver professores se arrastando, trabalhando como quem vai pra guerra ou qualquer coisa que lhes tire a vida. Olho meus companheiros e sinto pena por não terem feito outra escolha; ou então, por não terem abandonado o barco ainda.

Reza a lenda que os professores são desvalorizados... E eu arrisco a dizer que os primeiros a desvalorizarem os professores são eles mesmos. Vejo semanalmente dezenas de colegas rezando por um feriado prolongado, pedindo que um raio caia em suas cabeças, sentados lendo um livro em voz alta como se aquilo fosse uma aula...

Eles reclamam do salário, dos alunos, da coordenação, da direção, do sistema, das provas... Reclamam como se reclamar adiantasse alguma coisa.

Sim, eu também me canso às vezes. Eu também reclamo às vezes, mas porque sou humana e não descontente...

Eu vejo a minha profissão como a mais importante de todas, como aquela que leva aos demais caminhos. Me vejo como uma figura tão ou mais importante que um chefe de estado. Por quê? Porque eu carrego aquilo que um povo tem de mais importante: sua cultura.

Faço com que minhas aulas de História da Arte e Literatura sejam tão importantes quanto qualquer outra disciplina. Por quê? Porque elas são. Elas são tão importantes quanto eu. E ninguém vai me tirar o direito e o dever de mostrar o quão necessário e importante é o ensino.

Se você está no time dos professores que já não veem mais importância no que fazem, tem duas alternativas: pedir pra sair ou mudar sua mentalidade.

Não sei se você percebeu, mas, em uma mísera aula de cinquenta minutos, você pode mudar a vida de 30, 40 jovens de uma vez! Você, ali, em frente ao quadro, é tão importante quanto qualquer artista! Não se deixe ficar como figurante.

É difícil? É cansativo? MUITO! Mas você escolheu, e suas escolhas dentro de sala não afetam apenas você, mas seus alunos também. E eles são o nosso legado. São eles, cada um deles, que irão continuar nosso trabalho no mundo.

Você tem certeza de que quer passar o resto da vida "cumprindo tabela"? Há tantas ocupações por aí... Se não vê mais importância na docência, escolha uma das outras milhares de profissões que estão ao alcance das suas mãos. Tenha a coragem e a decência de desistir.

"Ah, falar é fácil!", você me diz... Uhum... Falar é fácil mesmo. E eu não só falo, eu já fiz.

Em 2007, eu completava 8 anos em sala. Estava cansada, sobrecarregada, carrancuda. Ia pra escola como quem ia pra uma reunião de condomínio: obrigada, e sem perspectivas de melhora... Era concursada do Estado, tinha estabilidade... Estava naquela zona de conforto perigosa do funcionalismo público.

Quando percebi que não dava mais importância pra minhas aulas. Quando olhei no espelho e vi que aquilo não me preenchia mais, fui lá e chutei o balde. Pedi exoneração, larguei todas as minhas aulas e fui morar a mais de mil quilômetros de distância.

Como eu tinha passado a vida dando aula, não sabia fazer mais nada... Fui então trabalhar de vendedora numa loja de camisetas. Depois, recepcionista de uma empresa de internet. Eu não conseguia ver importância no que eu fazia... Era vazio. Serviço pra cumprir tabela e salvar a grana da janta e do aluguel. Eis que encontrei o Mestrado no meio do caminho, e ele mudou minha vida. Mas isso... Isso é uma outra história...

Fiquei três anos fora da sala de aula, e quando voltei, era como se eu fosse a Dorothy voltando pra casa e alegremente dizendo "There's no place like home"... Meu afastamento me fez enxergar que aquele era meu lugar, e que era sendo professora que eu faria a diferença no mundo.

É fácil? Não! Eu fico cansada? Todos os dias! Eu estou realizada? Sim. Eu estou feliz? Sim. E sabe por quê? Porque ensinar é importante, e eu faço parte de algo importante.

Espero que você também esteja feliz, querido professor... Se não, existem milhares de outras coisas que você pode fazer pra fazer a diferença nesse mundo. É só escolher uma delas. ;)

*************************************
Esse post é o 1º de uma tag intitulada "Terapia da professora", que irá ao ar toda sexta-feira. As citações que iniciam os posts são retiradas do livro "Terapia do professor", de Karen Katafiasz (Editora Paulus). Para cada frase, eu irei escrever um texto [com minha interpretação ou com minhas histórias] que a ilustre.

Espero que possamos refletir juntos (professores ou não) sobre a docência e o ensino... E você é meu convidado para deixar suas reflexões nos comentários, viu! Beijo procê!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Esvaziando a mente com Mandalas.

Fonte
Faço parte de uma maioria esmagadora que vive com a mente cheia. Os pensamentos brincam de pega-pega em minha cabeça, enquanto eu tento capturá-los, um a um, e dar-lhes vida ou arquivá-los. Penso enquanto faço tantas outras atividades, perco o foco, e fico exausta.

À noite, na cama, é pior ainda. É botar a cabeça no travesseiro pra minha cachola virar uma festa cheia de penetras. E vai desde a conta a ser paga no dia seguinte até a viagem que quero fazer daqui a dois anos. Nada escapa ao meu cérebro em constante trabalho.

Por um lado, é excelente que meus pensamentos estejam todos prosa, uma vez que trabalho com produção de conteúdo. Seja escrever um post, ter uma ideia pra um vídeo, fazer exercícios diferentes pra uma prova, ou ilustrar um determinado conteúdo de uma aula. Eu estou sempre pensando, sempre produzindo.

Por outro lado, toda essa atividade cerebral faz com que eu viva cansada, afinal, nem na hora de dormir eu consigo parar. Meus pensamentos são como crianças choronas, que esgoelam cada vez mais alto em busca de atenção. E lá vou eu escrever na "Penseira" [que é como nomeei o caderninho que fica ao lado da minha cama], até conseguir esvaziar um pouco o oceano de ideias que é minha mente.

Nos parece muito distante a realidade dos iogues, que conseguem passar horas esvaziando suas mentes, e comungando com o sábio silêncio do Universo. Eu venho tentando há anos. ANOS! Em alguns períodos, consigo sentar ali, quietinha em posição de lótus, e ficar uns bons quinze minutos. Em outros, só de pensar em sentar e não fazer nada já me dá um siricotico!

Aliás, esta nossa cultura de ter medo do não fazer nada é o que nos torna mais estressados a cada dia. Hoje, assistindo novamente o lindo "Comer, rezar, amar", prestei mais atenção na expressão "dolce far niente", que significa, numa tradução livre, a beleza e a felicidade de não fazer absolutamente nada. E percebi o quanto isso faz falta em minha vida...
Fonte

Mas veja bem... Não era nem disso que eu queria tratar aqui. Minha intenção é compartilhar uma das técnicas que encontrei pra aquietar um 'cadinho minha cabeça pra lá de maluca...

Há algum tempo, conheci as Mandalas, "uma palavra sânscrita, que significa círculo. Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia." [Para maiores informações sobre as Mandalas, recomendo fortemente a visita ao site Mundo das Mandalas, do qual retirei a citação.]

Embora tenham diversos usos e significados, existem determinadas mandalas que são desenhos em branco, prontos para serem coloridos. E foi nesses desenhos que encontrei uma forma de meditação.

Eu não sou nenhuma especialista em meditação, mas de tudo o que li e que pude aprender, resumindo bem toscamente, é uma forma de fazermos com que nossa mente se aquiete. E nisso as mandalas têm me ajudado bastante.

Depois do meu ritual noturno [sobre o qual pretendo falar em um post futuro], faço o seguinte:
  • Sento-me confortavelmente - ou deito de bruços, depende do meu estado de cansaço físico;
  • Coloco músicas relaxantes pra tocar. Já tentei fazer em silêncio, mas não consegui. Prefiro ouvir músicas de relaxamento, ou mesmo música clássica. Gosto bastante desse vídeo aqui: Best meditation music - Oliver Shanti
  • Escolho as cores com as quais vou trabalhar no dia. Normalmente, sigo as regrinhas da cromoterapia, mas às vezes vai pela intuição mesmo;
  • Começo a pintar o desenho, detalhe por detalhe, de forma bastante vagarosa.
Fonte
Eu nunca termino uma mandala no mesmo dia, porque, assim como na vida, se focarmos no resultado final, perdemos a graça do caminho. É interessante também colocar um timer com um tempo determinado, ao menos no início, até você ir se acostumando. Normalmente, eu meço o tempo pelas músicas.

Sobre onde encontrar as mandalas, existem milhares [sem hipérbole] de sites que disponibilizam mandalas para impressão. Eu gosto muito dos livros da Editora V&R , pois eles vem com textos sobre espiritualidade, além das mandalas - ou rangolis, um formato que também gosto muito.

Acredito que precisamos, diariamente, encontrar novas formas de entrarmos em contato com o mundo e nos sentirmos bem em nossa própria pele. Essa foi umas das formas que encontrei. Espero que possa fazer bem para vocês também.


E você, também anda com a cabeça fervendo? Tem alguma forma preferida pra aquietar a mente? Conta pra gente. ;)

Beijo procês!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sobre os novos rumos do Ainda MininaMá...

Fonte
Nesse tempo longe da internet, pensei muito sobre minha vida virtual nos últimos dez anos, em especial sobre este muquifo aqui...

Comecei a blogar porque me parecia um lugar bacana pra compartilhar meus poemas e meus textos em prosa. O tempo foi passando, e inspirada por outros blogues, passei a falar de mais coisas, escrever sobre aquilo que eu vivo, que eu consumo, de que eu gosto.

Quando o canal no Youtube começou a fazer parte da minha vida, pensei em transformar o blogue em um lugar literário. Fiquei meses pensando em como fazer isso. Pensei até em criar mais um blogue. Só que eu não sou muito boa em organizar o meu tempo, sabe. Mesmo lendo horrores sobre organização e produtividade, dou um duro danado pra conseguir fazer tudo o que preciso e gosto. De modo que a ideia de mais um blogue não seria lá muito boa...

Não sei dizer se a tal crise de identidade dos 30 tem alguma coisa a ver com isso, mas faz uns bons anos que não consigo me contentar com o Ainda MininaMá. Não consigo vê-lo por inteiro, sabe? E foi só durante esse meu afastamento que pude perceber que este espaço aqui é uma extensão de mim, ou seja, ele é um senhor de um samba do crioulo doido, cheio de gostos e referências.

Durante um tempo, fiquei presa à ideia de que o blogue precisava parecer com o canal do Youtube, uma vez que este último tem um alcance maior. Só que os dois são duas coisas diferentes. Lá, no Youtube, eu quero falar sobre livros - ou bobeiras, como quando faço os vídeos sobre os Trends do Twitter; aqui, eu quero falar sobre o mundo, o meu mundo.

Quero ter a liberdade de postar vídeos motivacionais, fotos de decoração, maquiagem, roupas... Falar sobre política, música, cinema... Rabiscar minhas crônicas, meu poemas. Quero, aqui, poder voar pra onde minhas asas desejam.

Já escrevi vários posts sobre isso... E só agora consigo ter maturidade pra entender que o meu espaço é meu, pessoal e intransferivelmente meu. Não adianta eu fazer posts pra agradar às pessoas, se esses posts não agradarem a mim primeiro.

Eu não tenho [e talvez nunca venha a ter] a estrutura psicológica necessária pra ser uma problogger. Ainda assim, quero transformar esse espaço não só numa extensão dos meus diários, mas também num espaço de conteúdo. Quero levar pra casa de vocês coisas bonitas, úteis ou só fofas mesmo.

Estou cá, lendo tudo o que posso, e entrando em contato com quem posso, pra transformar esse espaço em um espaço mais bonito e profissional; mas não profissional de sisudo. Profissional no sentido de referência, de compromisso, de constância.

Não faço ideia de quantas pessoas leem minhas mal escritas linhas, mas sei que aquelas que leem merecem um espaço melhor, assim como eu também mereço.

Meu corpo mudou de casa, e agora quero mudar minha alma também. Quero que ela tenha uma morada alegre, presente e bonita.

E você pode me ajudar a pensar melhor sobre isso... Diz pra mim, o que você mais gosta no blogue? Sua resposta será muito importante, e ajudará deveras a estrupícia aqui...

No mais, se você chegar aqui e encontrar um post sobre a reforma das minhas estantes, como transformar um copo em um vaso, Feng Shui, técnicas de organização, como fazer um planejamento, o filme Malévola, o batom Russian Red... Enfim, se você encontrar algo que não seja sobre livros, não se espante! Sou só eu fazendo do Ainda MininaMá blogue uma extensão da minha vida... E você está mais do que convidado a fazer parte dela também!

Por hoje é só, minha gente... Muito obrigada pela companhia e pelo carinho de sempre!

Tenham uma ótima semana!
Beijo procês!

domingo, 22 de junho de 2014

Post Its #26 - Sobre os Quadrinhos que chegaram.



E cá estamos novamente fazendo graça no Youtube. Desempoeirando este muquifo, de modo que: favor não reparar na tosquice do vídeo. ;)

Esse é um vídeo sobre os Quadrinhos que chegaram no primeiro semestre de 2014.

Quer me mandar uma cartinha? Só usar a Caixa Postal do Ainda MininaMá. ;)

Caixa Postal 15
Campo Grande - MS
Cep: 79002-970

Livros na ordem em que foram mostrados no vídeo:

1. Sweet Tooth 5 e 6 - Jeff Lemire (Panini Comics)
2. Os Ignorantes - Etienne Davodeau (WMF Martins Fontes)
3. Wilson - Daniel Clowes (Quadrinhos na Cia)
4. Will Eisner: um sonhador nos quadrinhos - Michael Schumacher (Biblioteca Azul)
5. Pinóquio - Winshluss (Globo Livros)

Editoras Parceiras:



Créditos da abertura/vinheta: HP Charles e Tatiana Feltrin
Música da abertura: Original de HP Charles


AVISO: Esse é um publivídeo.
OBSERVAÇÃO: Ainda que seja um livro enviado pela editora, minha opinião é pessoal e intransferível, e se baseia tão somente no meu gosto e na minha experiência como leitora.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...